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07 março 2007

Dança da Espada


Desde a antigüidade os beduínos da Arábia Saudita trabalhavam com metais e eram peritos em fazer "espadas".
Como território de passagem da Rota comercial das caravanas entre o Oriente e o Oriente Médio eram nas paradas de descanso que se vendiam os artefatos.
Para demonstrar aos compradores interessados a excepcional qualidade de suas espadas e torná-las bem desejáveis, escolhiam suas filhas para mostrá-las. Elas se enfeitavam e desfilavam, bem como aproveitavam a oportunidade para exibir sua beleza demonstrando o quanto eram saudáveis e atraentes, vislumbrando um possível casamento.
Este costume desenvolveu a dança com a espada que é formada por dois momentos:
1 - Demonstração da espada.
2 - Apresentação da filha que está pronta para iniciar sua vida "como mulher."


Também sabemos que as dançarinas egípcias, as Almées, altamente respeitadas e estimadas por todos, tinham como "privilégio", a permissão para dançar com a espada, objeto exclusivo dos homens, símbolo de sua força, coragem e virilidade.
As Almées dançavam com uma ou duas espadas, equilibrando-as em diferentes partes do corpo, mostrando uma dança poderosa e impressionante com significado simbólico.
Este aspecto da "espada" na dança revela um privilégio único que a dançarina Almée possuía: Usar um objeto do mundo masculino em sua dança.

Uma terceira raiz encontramos na antiga tradição de algumas tribos do Oriente Médio, onde, no ato do casamento, o noivo entregava sua espada à noiva.
Ela então exibia virtuosamente a espada em defesa da honra e proteção de sua futura família: com feminilidade e doçura, porém firme e altiva.
O noivo a carregava para dentro da futura casa, colocando a espada nos ombros dela, mostrando simbolicamente que lhe confiava o poder de liderar o lar e honrar a família.


Devido a esta poderosa simbologia , a dança com a espada não se desenvolveu como dança de palco no Oriente Médio.
Foram as dançarinas da Europa e especialmente as americanas que lhe deram atenção e a desenvolveram com dramaticidade e acrobacia, transmitindo um ar de perigo e poder.

Por Christina Shafer

(Pesquisadora da Dança Oriental Árabe)


4 comentários:

Aaminah disse...

continuo a achar q é demasiado perigoso para eu experimentar... n confio nada em mim, e ainda fazia espetada de Aaminah!!

Anónimo disse...

Loool! Eh pá... eu acredito que elas actualmente não façam aquilo com espadas afiadas... mas fica para daki a uns tempos... Agora não tenho nem tempo, nem espaço para isso, limito-me a fazer equilíbrio com o bastão...

Eva disse...

hehehe, ouvi dizer que tem tecnicas especiais, obvio que nao se cortam! as espadas nao sao afiadas mas ouvi dizer que de tanto treinar, algumas ficam com falhas nos cabelos do atrito entre a dita espada e os seus frageis cabelos!! nao me apetecia nada tem uma falha de cabelo no topo da cabeça, tudo bem que se disfarçava com uma bandelete mas mm assim... o_O

Anyway, vou ver se um dia compro uma espada e experimento. Alias, e dos generos que mais gosto! :P

Anónimo disse...

Olá! Sou vossa visitante assídua e adoro ler os vossos artigos! Esta é a minha estreia a escrever num blog! LOl

As espadas não são afiadas, mas são um pouco pesadas. Isto facilita o equilíbrio, no entanto pode ser doloroso! Provavelmente com a fricção da espada na cabeça poderá cair algum cabelo...eu uso sempre um lenço ou uma fita grossa na cabeça. Assim consigo aguentá-la mais tempo na cabeça e previno as peladas!

Beijinhos e continuem com o vosso óptimo trabalho! Boas danças para todas!