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11 abril 2010

Círculos

«Às vezes quando danço, não sei como nem porquê, mas sinto que me esvazio de energia. Posso ter dançado apenas durante 2 horas mas o corpo sente que dançou um dia inteiro. Concentro-me de tal maneira que quando finalmente paro estou completamente sem bateria, com um peso insuportável em cima. E é uma sensação terrível de cansaço que nenhum banho, nenhuma massagem nem dias de sono me conseguem retirar. É um sufoco que só desaparece com uma espécie de ritual que já me habituei a fazer nestas ocasiões:

Depois do banho - essencial a qualquer limpeza (interna e externa) - acendo o meu tão adorado incenso. Fico a meia luz, apenas com velas coloridas. Escolho as melhores músicas do turco Omar Faruk e deixo-me entrar em meditação, envolvida pelo aroma e pela melodia. E então danço com a mente, esvoaçando em espaço nenhum e em todo o lado, até me esvair por completo e deixar de pensar, de todo. Fico absorta do mundo durante o tempo necessário ao meu sistema, até que algum som mais forte na música me desperta do transe.

E é curioso que sejam os ritmos que me retiram a energia os únicos que ma conseguem repor.

Há círculos realmente inquebráveis e magias inexplicáveis...»

in O Véu de Zaahirah

3 comentários:

Ana Teresa Santos disse...

continuas profunda na escrita :)

Ana das Pontas disse...

Apeteceu-me recuperar um bocadinho do velho espírito do blog... :)

**

Anónimo disse...

ah bom! há vida na odaliscolândia!
lembrei-me de republicar umas coisas, assim q as encontrar, republico :P