
Dançarina egípcia, Tahia Carioca dançou na maioria dos estados árabes e participou de alguns filmes egípcios com estrelas de filmes árabes como, o cantor e compositor Mohamed Ahdelwahab e Farid Al Atrache. Tahia Carioca tornou-se uma das lendas da dança oriental. Mohamed Karim, seu pai, exerceu sobre ela duas influências: seu amor pela arte e em segundo seus vários casamentos. Seu pai casou 7 vezes e mais tarde, Tahia oficialmente dobrou o número de seu pai, casando-se 14 vezes. Ela foi chamada Carioca na ligação que teve com o samba brasileiro, na qual ela desenvolveu seu estilo no início da década de 30 quando se apresentou no casino de Badia Massabni’s. Ela se tornou fascinada pelo ritmo brasileiro e pediu ao seu músico que tocasse algo similar. Tahia trouxe para os seus shows os ritmos latinos. A concorrência no Caberet Badia era dura, especialmente contra Samia Gamal que também dançava lá no início de sua carreira. Na maioria das vezes, as apresentações de Carioca eram de 20 a 25 minutos. Mas a fama de Tahia foi rápida, entre 1930 e 1940, desta maneira, se estendeu até o Rei do Egito, Farouk, que a convidou para dançar no seu aniversário. Seu estilo era totalmente diferente de sua rival, Samia Gamal. O primeiro filme que Tahia fez foi “La Femme et le Pantin”, lançado em 1935 e depois participou de mais de 120 filmes, como também, de teatro e novelas. Tahia era uma mulher determinada. Ela era uma grande dançarina! Ninguém conseguiu alcançar sua virtuosidade, seu jogo de palavras, gestos e seu jeito irónico de seduzir. Ela deixou sua família em Ismaila depois de uma discussão com seu pai e aos 12 anos partiu de comboio para o Cairo. Aos 31 anos já era considerada uma lenda da dança oriental! Tahia provou ser uma fonte de inspiração para toda uma nova geração de dançarinas. Tahia faleceu no dia 20 de setembro de 1999, aos 79 anos de ataque cardíaco.
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